Campanhas de Marina e Aécio traçam estratégias depois do escândalo da Petrobras

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Depois que a revista Veja, na edição do último sábado (06), divulgou uma lista de nomes que teriam sido citados em “delação premiada” pelo ex-diretor de abastecimento de refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, as campanhas dos presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB/Rede) começam a traçar novas estratégias para os guias de TV.

A reportagem da Veja traz nomes que teriam sido citados por Costa. Entre os nomes estão o ex-ministro de Minas e Energia, Edson Lobão e três governadores; um deles Eduardo Campos, morto no último dia 13 de agosto em um acidente aéreo.

A estratégia do tucano Aécio Neves é associar o novo escândalo com o “Mensalão”. A equipe de campanha cogitou ‘batizar’ o caso da Petrobras com outros nomes como “petrolão”, mas chegou à conclusão de que a menção ao escândalo que se abateu no governo Lula (PT) será mais bem assimilado pelo eleitor. Aécio vai direcionar todos os seus ataques ao PT.

Apesar do nome do ex-governador de Pernambuco ter sido citado, Aécio não deve mencioná-lo. “Ele tá fora, morreu. O que fez de certo ou errado não passa a Marina”, disse o coordenador do comitê de campanha em São Paulo, Alberto Goldman.

Já a campanha de Marina Silva decidiu que a candidata não deverá mais usar seu tempo no guia, de apenas dois minutos, para se defender dos ataques de Dilma Rousseff (PT). A presidente tem dez minutos a mais que a candidata do PSB, e o comitê da sucessora de Campos considera inviável rebater todas as críticas do programa petista.

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