Cartão de crédito ou empréstimo? Qual o melhor?

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Se você está passando por problemas financeiros ou precisa de crédito para adquirir algum produto, é provável que esteja em dúvida entre recorrer a um empréstimo ou a um cartão de crédito. As duas modalidades estão entre as mais comuns quando o assunto é crédito para pessoa física, mas possuem diferenças significativas.

Antes de entrar nessa discussão, porém, é bom destacar que recorrer a algum tipo de crédito não é a única forma de melhorar sua situação financeira. Na verdade, especialmente se você já tem dívidas, contrair crédito, ainda que a juros baixos, pode aumentar os seus problemas. Nesse caso, algumas medidas de reeducação financeira são altamente recomendadas.

Em primeiro lugar, é preciso organizar as informações da sua vida financeira, especialmente as suas dívidas, suas fontes de renda e seu patrimônio. Coloque tudo no papel ou no computador e procure entender para onde o dinheiro está indo e para onde ele deveria ir.

Feito isso, você deve considerar cortar gastos desnecessários e arranjar novas fontes de renda. No caso de ter sua renda atrelada a outras pessoas, como familiares, é preciso incluí-las nesse processo de organização das finanças.

Outra medida muito importante para sair do sufoco é negociar as dívidas atuais junto aos credores. Saiba que, em alguns casos, é possível conseguir até 90% de desconto. Por fim, lembre-se de que a mudança deve ser consistente: continue atento aos seus hábitos financeiros para não voltar a cair em dívidas.

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Como funciona o cartão de crédito

O cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. A segurança, a praticidade, a possibilidade de parcelar as compras e de fazer compras virtuais estão entre os principais motivos para isso. Muitas pessoas, no entanto, não enxergam o cartão como uma forma de crédito, mas ele é.

Quando você realiza compras ou paga contas com o cartão na função crédito, a instituição financeira que administra o cartão está liberando um valor (inferior ou igual ao seu limite) que o cliente deve devolver ao pagar a fatura. E no caso de não se pagar a fatura à vista, ocorre uma operação semelhante a um crédito pré-aprovado, com juros bem altos.

Ao contratar um cartão de crédito você deve estar atento às condições de uso, incluindo especialmente os custos, o limite e os benefícios.

Um dos principais custos do cartão de crédito é a anuidade, que é um valor normalmente pago mensalmente, semelhante à taxa de assinatura de serviços como telefone e internet. Já existem no mercado diversas opções de cartão sem anuidade, mas é preciso observar que quanto maior a anuidade, maiores os benefícios do cartão.

Juros rotativos

O maior custo do cartão de crédito, no entanto, são os juros rotativos. Eles surgem quando o cliente não consegue pagar a fatura do cartão, optando por pagar uma parte e adiar o pagamento do restante para o mês seguinte. Nesse caso, entra-se no crédito rotativo, sobre o qual incidem os juros rotativos, que estão entre os maiores praticados no mercado.

Para se ter uma ideia, em 2020 a taxa de juros do rotativo foi em média de 300,3% ao ano, segundo o Banco Central.

Limite e benefícios

O limite é o valor que pode ser gasto em compras e pagamentos na função crédito. Ou seja, é o máximo de crédito que pode ser concedido ao portador do cartão. O valor do limite depende de uma análise de crédito realizada pela instituição financeira, que considera fatores como renda e histórico de pagamentos do cliente.

O limite costuma ser inversamente proporcional à renda do cliente. Ou seja, quem tem renda baixa costuma ter um limite proporcionalmente maior do que aqueles com renda alta. Isso pode se tornar uma armadilha, pois se o cliente gastar uma parte muito grande do limite em compras é possível que ele não consiga pagar a fatura de uma vez e entre no rotativo.

Os benefícios do cartão de crédito são maiores em categorias mais exclusivas, como Platinum e Black. Essas categorias são voltadas a clientes com renda alta e apresentam maior anuidade. Entre os benefícios estão: descontos em lojas parceiras, cashback, programa de pontos que podem ser trocados por viagens e outros produtos, seguros, etc.

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Como funciona o empréstimo

O empréstimo é uma forma de crédito que pode variar bastante. Os mais conhecidos são os empréstimos pessoais, voltados para pessoa física e sem necessidade de apontar um uso específico (quando há essa necessidade costumamos chamar o empréstimo de financiamento).

O termo empréstimo pessoal, no entanto, costuma ser usado para empréstimos sem garantia e não consignados.

Os empréstimos com garantia são aqueles em que se coloca um bem, normalmente um veículo ou um imóvel, como garantia de que as parcelas serão quitadas. Ao fazer isso o cliente consegue condições mais vantajosas, incluindo maior volume de crédito, maior parcelamento e menor taxa de juros. Embora sempre haja, é claro, uma pequena possibilidade de se perder o bem em caso de inadimplência.

O empréstimo consignado é outra modalidade com condições muito vantajosas. Nele as parcelas são debitadas diretamente do salário ou benefício do cliente, que pode ser um trabalhador formal do setor público ou do setor privado, ou ainda um beneficiário do INSS. Segundo o Banco Central, em 2020 o empréstimo consignado teve uma taxa de juros média de 22,5% ao ano.

Já o empréstimo pessoal costuma apresentar um volume de crédito menor e taxa de juros maior. Mas tudo vai depender da análise de crédito realizada pela instituição financeira. Também segundo o BC, o empréstimo pessoal ficou em 2020 com uma taxa de juros média de 119,5% ao ano.

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Cartão ou empréstimo: qual a melhor opção?

Isso dependerá das necessidades e das preferências de cada cliente.

O cartão de crédito normalmente oferece menos crédito (nos referimos ao limite), mas apresenta a vantagem de ser um meio de pagamento seguro e prático. Além disso, ele também conta com diversos benefícios, como possibilidade de parcelar as compras, fazer compras virtuais, descontos, cashback, programa de pontos, etc.

Quanto aos custos, apesar de a taxa do crédito rotativo ser muito alta, é bom lembrar que, quando a fatura é paga em dia, o cartão de crédito não apresenta taxa de juros.

O empréstimo, por seu lado, pode apresentar maior volume de crédito e taxa de juros baixa, especialmente no caso do empréstimo consignado e do empréstimo com garantia. As parcelas fixas também dão mais comodidade ao cliente, que sabe exatamente quanto pagará todo mês.

Considerações finais

Como você pôde ver, empréstimo e cartão de crédito apresentam vantagens e custos distintos e ambos podem ajudar a aliviar a sua situação financeira.

Por outro lado, nada pode substituir a necessidade de manter um planejamento financeiro. Organizar todas as informações sobre as suas finanças, evitar gastar mais do que a renda, pagar as contas em dia e negociar dívidas são medidas importantes para não entrar no vermelho.

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Metadescription: Qual dos dois é mais recomendado para aliviar a sua situação financeira? Entenda as vantagens e os custos de cada um.

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