Antes de escolher o tipo de material usado para fabricar, é importante considerar a aparência, custo, durabilidade e localização geográfica do projeto, pois clima, salinidade e qualidade do ar afetam a durabilidade do produto.
As telhas de aço galvalume, por exemplo, são mais indicadas para locais que demandam resistência à corrosão atmosférica superior, elevada refletividade de calor, resistência à oxidação em temperaturas elevadas aliadas a um melhor aspecto superficial.
Telhas sanduíche: Fabricadas em aço galvanizado, alumínio, aço inox ou galvalume – chapa de aço revestido com uma camada de liga Al-Zn (alumínio e zinco) aplicada pelo processo de imersão a quente – as telhas metálicas termoacústicas combinam a resistência estrutural do aço à durabilidade do alumínio. Conhecidas como telhas duplas ou painel sanduíche, reduzem a passagem de calor e ruído para dentro dos ambientes. O termo ‘sanduíche’ não é usado à toa. Materiais isolantes como poliuretano, poliestireno, lã de vidro ou de rocha são aplicados entre duas folhas do material metálico, como se fossem verdadeiros ‘recheios’.
O projetista da cobertura metálica toma como referência o projeto de arquitetura e de estrutura da obra com o objetivo de identificar possíveis problemas e, se for o caso, solicita as correções necessárias aos responsáveis das áreas envolvidas. Ele especifica as telhas a serem utilizadas, que se diferenciam conforme o tipo e a espessura do isolante empregado, e define se a chapa metálica a ser usada será de aço ou de alumínio.
O engenheiro FulvioZajakoff, vice-presidente de coberturas metálicas da Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) explica que existem dois grupos de soluções termoacústicas para coberturas. “O primeiro é composto por telhas pré-fabricadas com todos os elementos já integrados na solução. Já o segundo traz esses elementos separadamente – telhas, material isolante e revestimento – que devem ser montados no canteiro de obras”.
ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA
As coberturas ermoacústicas são simples, termoisolantes e termoacústicas. Ainstalação das termoacústicas reduzemconsideravelmente o calor e o som, utiliza-se uma camada de lã de isolamento. A telha inferior é perfurada segundo as medidas informadas pelo proprietário ou consultor de acústica.
SUSTENTABILIDADE
A implantação de um sistema de cobertura termoacústica pode atender às especificações de projetos voltados para certificação sustentável.
Este tipo de telhado pode receber equipamentos geradores de energia fotovoltaica, melhorando a eficiência energética do empreendimento e possibilitando o fornecimento do excedente de energia gerada para a rede distribuidora.
MANUTENÇÃO ANUAL
Um dos principais benefícios das coberturas termoacústicas é sua vida útil. Quando bem instaladas, a principal manutenção é a limpeza, que deve ser feita para evitar entupimentos de calhas e sujeiras. O especialista alerta, entretanto, que a instalação deve ser feita por uma equipe treinada e qualificada, que entenda a importância dos procedimentos adequados para o sucesso do conjunto construído.
A recomendação dos fabricantes é que a cobertura e as calhas coletoras sejam inspecionadas pelo menos uma vez ao ano, visando evitar o surgimento de pontos de oxidação. Caso isso ocorra, eles deverão ser lixados até chegar ao metal base da telha. Depois, a galvanização ou a zincagem do metal deverá ser recuperada com tinta rica em zinco.
VANTAGENS
Além da durabilidade e de melhorar a eficiência energética do empreendimento, os sistemas de alta performance em coberturas permitem o uso de telhas metálicas zipadas contínuas sem emendas que garantem 100% de estanqueidade à obra.
Para resolver o problema de absorção acústica, permite a perfuração das telhas inferiores. “Além disso, possibilita adicionar mais massa ao sistema, com a instalação de placas cimentícias, e tem um sistema de proteção acústica contra impacto, contribuindo para eventual obtenção da certificação LEED”, diz. É bom saber
Armazenagem: Devem ser cobertas por lona e guardadas em local seco e arejado, estocadas na posição horizontal e apoiadas sobre caibros de madeira, observando o limite de 1 m na altura da pilha. Para evitar umidade, o ideal é que as telhas não fiquem estocadas por mais de um mês na obra.
