No universo industrial, seja qual for o segmento de mercado, o desperdício de matéria-prima também sinaliza o desperdício financeiro. Por isso, as empresas desenvolvem padrões rígidos de controle de qualidade e análise da cadeia produtiva para detectar em quais processos há desperdícios e como evitá-los.
Por muito tempo, a questão dos insumos e do desperdício de alimentos fez parte do universo da indústria alimentícia.
No entanto, melhores práticas de gestão de estoque e ingredientes têm sido uma saída para aumentar os lucros em até 10%.
As indústrias alimentícias no Brasil desperdiçam, anualmente, cerca de 1,1 milhão de toneladas de alimentos e gastam cerca de 59 milhões de reais em seu gerenciamento de resíduos. O objetivo de qualquer gestor da cadeia produtiva é analisar as formas e estratégias mais eficientes para reduzir os desperdícios, a fim de otimizar a produção e o uso da matéria-prima.
Veja abaixo alguns exemplos de boas práticas que podem ser aplicadas à indústria alimentícia a fim de minimizar ao máximo o desperdício de insumo na cadeia produtiva.
Aplicação de controle de estoque e análise de quantidade de entrada
Grande parte dos ingredientes nas formulações não tem prazo de validade longo, o que torna ainda mais importante estar atento para evitar desperdícios, perda de material e manter altos níveis de controle de segurança alimentar.
Este termo é um tópico importante no gerenciamento de entrada. Portanto, para evitar grandes perdas, não há alternativa senão a aplicação de intenso controle de estoque e profunda análise relacionada à quantidade de insumo adquirido.
Tudo começa com o desenvolvimento do controle de processos e análise de estoque no sistema de armazenamento porta pallets. A produção exige esse procedimento principalmente pela vulnerabilidade das matérias-primas.
Na indústria alimentícia, as empresas utilizam uma série de métodos de controle que são utilizados periodicamente para avaliar as quantidades e o estado de conservação dos insumos. As práticas mais eficientes incluem:
1. Controle de quantidade
Uma empresa que tem números de estoque atualizados em mãos sofre menos com perdas e desperdícios . O controle precisa ser aplicado tanto para insumos quanto para produtos prontos para venda.
Este processo pode ser otimizado com o uso de sistemas de controle inteligentes . Essas ferramentas tornam essa atividade mais dinâmica e ágil, além de realizar a coleta de dados de estoque para análise do gestor.
A verificação deve ter periodicidade definida e deve ser respeitada pelas equipes da cadeia de suprimentos responsáveis por esta atividade.
2. Análise do ambiente de estoque
Pode parecer simples, mas na verdade é um aspecto essencial em qualquer segmento, principalmente no ramo alimentício.
A qualidade do ambiente de estoque de insumos tem correlação direta com conservação e perda. Caso o ambiente seja inadequado, o estoque pode sofrer perdas constantes.
Existem vários fatores avaliados para saber qual é a condição do ambiente de estoque. Ventilação, iluminação, temperatura, umidade, deslocamento de pessoas, riscos de contaminação e muitos outros aspectos são levados em consideração.
Mesmo que pareça algo muito rigoroso, todo o cuidado não é suficiente, principalmente para garantir a segurança alimentar dos produtos industrializados.
3. Compras exatas
À medida que a empresa domina seus processos e mantém o controle de sua produção e escoamento, a gestão do estoque ficou mais simples e com menos perdas, afinal, as compras de insumos também estão cada vez mais precisas, sendo uma quantidade ideal para alimentar toda a cadeia produtiva sem desperdício ou falta de materiais.
Para chegar a esse “número ideal de compra” são necessários muito estoque, linha de produção e análise de vendas. Como as empresas operam em cadeias, é necessária uma análise holística de todas as operações para então definir as quantidades de insumos a serem adquiridos.
Comprar insumos de qualidade como forma de reduzir perdas
Quando uma empresa compra insumos para a produção de seus produtos, existe todo um processo de seleção de fornecedores. Na maioria dos casos, os compradores procuram o melhor custo-benefício.
O equilíbrio entre qualidade e preço é o objetivo de todos os setores de compras ao realizar as solicitações de compra de insumos.
Quando o produto não é de qualidade, a empresa corre o risco de perder parte de seu estoque, pois essa baixa qualidade pode comprometer o ciclo de vida do insumo e até afetar o produto final.
As empresas devem estar atentas à origem dos insumos, principalmente para garantir a segurança alimentar, que é uma preocupação diária e constante no universo das indústrias alimentícias.
Conclusão
Essas são algumas das melhores práticas que podem ser adotadas nas indústrias alimentícias para evitar o desperdício de insumos e garantir a entrega de produtos de qualidade ao mercado.
Lembre-se que a redução de perdas é o primeiro passo para otimizar a rentabilidade da empresa e tornar o setor ainda mais sustentável e menos poluente.
A perda de insumos já havia sido considerada parte do processo. No entanto, novas técnicas de produção e estratégias de controle de estoque mais eficientes são formas interessantes de reduzir perdas.
Quando esses esforços se somam a outros fatores como a compra de insumos customizados com procedência garantida e testada, são outras coisas que dão ainda mais força à missão de minimização de perdas e aumento de resultados.
