Compesa no Sertão será um desafio para a futura governadora de Pernambuco

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No próximo domingo, 30 de outubro, os pernambucanos voltam às urnas para o segundo turno das eleições gerais 2022, e irão escolher a futura governadora de Pernambuco, tendo Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB) disputando o cargo, ambas falam bastante durante entrevistas, sabatinas, debates e no plano de governo, sobre a questão da falta de água no Estado.

O fato que chama a atenção, é de que as falas são de construções de adutoras, ramais e ampliação da rede, e as candidatas estão corretas em pensar dessa forma, mas é importante também a manutenção do sistema já existente. A população do Sertão de Pernambuco sofre diariamente com a falta d’água, e o gargalho maior é a antiguidade dos sistemas de abastecimento existentes.

No Vale do São Francisco, como o próprio nome diz, é banhado pelas águas do Rio São Francisco, mas os moradores questionam diuturnamente a falta de água em suas casas, e estamos falando das cidades, imagine a situação do povo da zona rural, é ainda mais complexo e de difícil solução, pois em pleno século XXI é humilhante para se ter água em casa, ser necessário comprar uma ‘carrada’ em caminhão-pipa, e ter que economizar gota a gota, pois o dinheiro é pouco para ter que comprar outra ‘carrada’ num curto espaço de tempo.

Tanto Marília Arraes quanto Raquel Lyra, terão esse desafio pela frente, ampliar os serviços da Compesa ofertados no Sertão, mas acima de tudo garantir que os escritórios em Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande e Petrolina, possam realizar o serviço de acordo com necessidade da população.

E esse problema se estende aos Sertões do Araripe, Central, Itaparica, Pajeú e Moxotó. O povo pernambucano merece respeito e dignidade, e uma prestação de serviço adequada por parte da Compesa é essencial.

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