Contradições entre o Governador Jaques Wagner e a Presidenta Dilma Rousseff pode motivar mais ainda a criação de uma CPI no Congresso

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dilma e wagner

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), negou a existência de contrato quando o conselho de administração da Petrobras tomou a decisão de comprar a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

A afirmação contesta a declaração da presidente Dilma Rousseff de que o resumo executivo elaborado pelo diretor da área internacional da Petrobras era “técnica e juridicamente falho”.

Wagner não criticou diretamente as declarações da presidente ou do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli, hoje secretário estadual de Planejamento. O governador disse defender a apuração do caso. “Será investigado se teve problema na concretização do contrato. Vamos esperar”, assinalou.

“Não vejo como estratégia dela, mas é claro que a oposição vai se aproveitar disso para produzir desgaste”, disse, ressaltando que o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal já avaliavam se houve dano à coisa pública.

Em Brasília, partidos de oposição vão se reunir terça-feira para articular estratégia para emplacar a CPI da Petrobras no Congresso.

O encontro será liderado pelo provável candidato à presidência e senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP).

O tucano defendeu na quinta-feira a criação de uma CPI mista para aprofundar as investigações sobre a aquisição da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal brasileira.

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