Convenções expõem muitas caras do PSB nos Estados

0

brasil-psb-marina-silva-eduardo-campos-20140621-01-size-598

A “nova forma de fazer política” que uniu Eduardo Campos e Marina Silva desdobra-se, às vésperas do início da campanha de 2014, em um esquizofrênico conjunto de alianças nos Estados. As últimas 48 horas expuseram desencontros marcantes nos projetos políticos que orientam os movimentos do ex-governador pernambucano, candidato à Presidência pelo PSB, e dos ‘marineiros’, que almejam construir uma estrutura partidária capaz de viabilizar, para eleições futuras, o que o Rede Sustentabilidade não foi capaz de concretizar. Na última pesquisa de intenção de voto Ibope/CNI, divulgada na quinta-feira, 19, Campos aparece em terceiro, com 10% das intenções de voto. A presidente Dilma Rousseff lidera com 39%, seguida pelo tucano Aécio Neves, com 21%.

Desde a sexta-feira, desenham-se as coligações que devem servir a Campos e ao PSB na corrida eleitoral. Em São Paulo, os socialistas integram a coligação liderada pelo PSDB para tentar reeleger o governador Geraldo Alckmin. Ganharam, em troca, o direito de indicar o vice na chapa. A aliança foi anunciada como parte de um esforço de “mudança nacional”, e cria, em tese, condições para que Alckmin venda seu peixe nos eventos do candidato de seu partido à Presidência, o senador Aécio Neves, e de Campos. É pouco provável, no entanto, que São Paulo funcione de fato como um palanque para o PSB – pelo menos no primeiro turno.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome