Denúncia: funcionários do STTAR de Petrolina são demitidos e entidade diz que não tem dinheiro para pagar as verbas rescisórias

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Funcionário do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina, por meio de vídeo e relatos denunciam graves irregularidades da nova diretoria que tem à frente a presidente Maria Joelma.

No relato, o funcionário conta que a entidade demitiu funcionários e disse que não tinha dinheiro para pagar as verbas rescisórias do grupo que além de ficar sem emprego, estava sendo negado um direito trabalhista que qualquer entidade sindical considera inegociável.

Muito mais foi grave a orientação dada pelo diretor financeiro, Francisco Pascoal (Chicou), cuja a voz aparece no vídeo. Chicou diz que para receber os direitos trabalhistas, os funcionários demitidos terão que entrar na justiça para fazer um acordo com o STTAR e receber o que é direito do trabalhador e trabalhadora dispensado de qualquer emprego.

Como a gente não tem recursos para quitar com vocês, então tem que entrar na justiça para fazer um acordo”, diz o diretor na gravação.

O funcionário questiona como demitir sem ter dinheiro para quitar os direitos e cita que houve aumento de gratificação, de benefícios, e de contratação de mais funcionários na entidade. “A gente entrar na justiça, demora. Por mim a gente fazia um ‘paradeiro’ aqui no sindicato como a gente faz quando os patrões não querem negociar com os trabalhadores”, respondeu o funcionário que gravou o vídeo.

INCOERÊNCIA

Considerado o maior Sindicato de Trabalhadores Assalariados Rurais do Nordeste, demitir funcionários e alegar não ter dinheiro para pagar as rescisões, se torno no mínimo, incoerente dentro da política sindical.

Conforme relatores “a entidade continua contratando funcionários, aumentando gratificação de diretores e reformando o prédio. Agora, pais e mães de família estão desempregados e sem verbas rescisórias”, lamenta.

Ele disse que ao procurar presidência, foram recebidos pela tesouraria, que orientou que os mesmos procurassem a justiça e propor um acordo. “Onde já se viu, um sindicato que orienta na base (categoria) que acordo é proibido e agora está coagindo esses funcionários a fazerem acordo? Queremos levar essa vergonha aos cuidados do Ministério Público”, declarou o funcionário que gravou o vídeo questionando o diretor tesoureiro.

O contracheque atual que segundo o denunciante, teve dobrada a gratificação, praticamente, dos novos diretores. – foto reprodução

Confira o vídeo com o diálogo entre o funcionário demitido e o diretor de finanças do sindicato:

Fonte: Tribuna Nordeste

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