O dirigente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o Paulinho da Força, pediu que o público presente à festa de 1º de maio, na zona norte de São Paulo, fizesse o gesto conhecido como “banana” para protestar contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
Paulinho estava no palco da festa ao lado do pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, quando fez o apelo. Porém, somente parte do público atendeu ao pedido do sindicalista e fez o gesto.
Minutos antes, quando dividiu o palco com outro pré-candidato, o senador Aécio Neves (PSDB), Silva também afirmou que era preciso mandar uma “banana” para a presidente.
Após participar do evento, o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), disse que não poderia “levar a sério” o discurso de Paulinho. “Nós não podemos levar a sério esse tipo de declaração feita neste momento. Eu não quero misturar a pessoa dele com o que ele falou. O que eu ouço é a fala séria do João, do Miguel, do Juruna, [outros líderes sindicais], de todo o pessoal da Força por quem tenho o maior carinho”, afirmou Carvalho.
Mais cedo, Paulinho fez duros à presidente e a culpou pela desvalorização da Petrobras. Paulinho disse que o governo Dilma era corrupto e chegou a insinuar que a petista poderia ser presa junto aos condenados do mensalão na Papuda, em Brasília, pelas acusações de má gestão na estatal.
“O governo que deveria dar o exemplo está atolado na corrupção. Se fizer o que a presidente Dilma falou ontem, quem vai parar na Papuda é ela”, disse Paulinho. A presidente Dilma anunciou ontem, em pronunciamento na TV pelo Dia do Trabalho, aumento de 10% no Bolsa Família, correção de 4,5% na tabela do Imposto de Renda na fonte no ano que vem e promessa de manter a política de valorização do salário mínimo a atual acaba no fim de 2015.
O deputado Paulinho da Força comanda o Solidariedade, partido que apoia Aécio na disputa eleitoral pela Presidência no ano que vem. Quando fez o ataque, Paulinho estava ao lado de Aécio Neves. Eduardo Campos ainda não havia chegado.
Com informações do Jornal Correio do Estado
