A presidente reeleita Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (5) que, passadas as eleições, é hora de desmontar palanques e unir os partidos em torno do seu segundo mandato.
“Desmontar os palanques significa perceber que, em toda democracia, disputam propostas e visões as mais diferentes e isso é levado ao escrutínio popular. O povo considera o que será a proposta que ganhará majoritariamente apoio. Isso significa ter consciência do que é a democracia. Há que saber ganhar como há que saber perder”, disse Dilma.
Em uma sinalização de que pretende melhorar sua relação com o Congresso, Dilma afirmou que o embate político baseado no diálogo será feito na Câmara e no Senado.
“Temos que dialogar com todos os setores. Com os movimentos sociais, com as centrais sindicais, enfim, temos que ter abertura para a conversa. E o espaço privilegiado de articulação política é o Congresso”, disse.
“Quero dizer quais são os principais pontos para essas mudanças em termos de metas: aceleração do crescimento, combate à inflação, preservação da responsabilidade fiscal, continuidade da expansão do emprego e da renda e da inclusão social. É em cima desses pontos mais simples que se dá o nosso processo”, disse.
Dilma afirmou que só anunciará quem substituirá o ministro Guido Mantega após a reunião do G20, que acontecerá na Austrália em 15 e 16 de novembro. A presidente disse ainda que não escolheu o nome que ocupará o cargo.
