Ontem, Dilma apresentou ao empresariado um cenário otimista do país e afirmou que acredita que a previsão da taxa de crescimento em 2014 “será revista para mais”. A presidente “colocou uma pulga atrás da orelha” dos participantes ao falar de futuro e do momento “complexo” que o país vive, misturando cenários de eleições, economia e Copa. “Vocês já viram o filme ÀQuando setembro chegar?” Pois então eu digo, esperem quando novembro chegar”, disse Dilma, enigmática, sinalizando a tomada de novas medidas após as eleições, que beneficiariam diversos setores.
Dilma foi aplaudida de pé quando anunciou que tornaria permanente a desoneração da folha de pagamentos. Sobre as taxas de juros, que poderão ou não ser alteradas hoje pelo Banco Central, a presidente reconheceu, de acordo com relato de um empresário: “Nós praticamos taxas de juros absurdas e qualquer um sabe que elas são desproporcionais em relação a outros países”. Apesar disso, um dos presentes relatou que a presidente reiterou mais de uma vez que “vai combater a inflação de qualquer jeito”.
A manutenção da desoneração foi comemorada pelo presidente da Bosch, Besaliel Botelho, que participou da reunião. “Essa medida contribui muito com o setor, que tem um uso intensivo de mão de obra, o que gera um alto custo, e ajuda na competitividade com os importados”, disse.
