A agenda de viagens da presidente Dilma Rousseff nos próximos dez dias ficará mais intensa. Esse é o prazo que a lei eleitoral impõe para que ela inaugure obras pelo País. Desde março, Dilma já havia aumentado o ritmo dos eventos públicos. Nas solenidades a presidente tem aproveitado para fazer o embate político com a oposição.
Uma parte dessas viagens ocorre até 4 de julho, último dia antes do início oficial da campanha eleitoral, Dilma terá a companhia do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. O plano do Palácio do Planalto é mostrar ao máximo o que foi feito na atual gestão e, com isso, tentar melhorar a avaliação do governo, em queda nas pesquisas.
Ontem (26), Dilma anunciou em São Paulo investimentos em mobilidade e obras de prevenção a enchentes e assinou contrato de financiamento entre BNDES e governo do Estado para a Linha 6 do Metrô. No fim da manhã, em Santos, participou de cerimônia do PAC Mobilidade Urbana para a Baixada Santista. Hoje, a presidente estará com Lula em Salvador (BA). Eles vão participar da convenção estadual do PT. No domingo, Dilma estará em Rio Branco, no Acre, para a entrega de casas do programa Minha Casa Minha Vida.
Semana cheia. Na próxima segunda-feira (30), a presidente volta ao Rio de Janeiro. Primeiro, em Saquarema, vai inaugurar um hospital e depois entregar casas no centro da capital fluminense. Na terça, Dilma faz vistoria nas obras do Arco Metropolitano.
A partir de 5 de julho, a presidente e governadores candidatos à reeleição estão proibidos de inaugurar obras. A agenda de Dilma estará dedicada à final da Copa do Mundo e aos encontros dos Brics, grupo que congrega Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que se encerram no dia 16 de julho.
