O policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, que matou o guarda municipal Marcelo de Arruda na noite do ultimo sábado (09) em Foz do Iguaçu, é um dos diretores da associação onde o crime aconteceu, segundo a Polícia Civil do Estado do Paraná.
A delegada Iane Cardoso afirmou em entrevista coletiva no domingo (10) que o atirador dirigia a Aresf (Associação Recreativa e Esportiva da Segurança Física). Por isso, a polícia investiga se ambos se conheciam ou não.
“A informação que temos a priori deu a entender que eles se conheciam, mas não há histórico que tenha havido uma divergência ou briga anterior”, afirmou a delegada. “Por isso a gente deduz que talvez eles tivessem um conhecimento.”
Guaranho, que está internado após também ser baleado por Arruda, se define como conservador e cristão. Ele usa as redes sociais principalmente para defender o presidente Jair Bolsonaro (PL), se diz contra o aborto e as drogas e considera arma sinônimo de defesa.
Sua última postagem antes do crime é um retuíte de uma publicação do ex-presidente da Fundação Cultural Palmares Sérgio Camargo, dizendo: “Não podemos permitir que bandidos travestidos de políticos retornem ao poder no Brasil. A responsabilidade é de cada um de nós”.
Bolsonaro se pronunciou sobre o assassinato na noite deste domingo: “Independente das apurações, republico essa mensagem de 2018: Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos”, escreveu.
