FBC e as articulações para 2018

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FBC no congresso

Com a mesma desenvoltura com que tomou café da manhã, na semana passada, com o governador Paulo Câmara (PSB), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) já manteve longas conversas com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), entre outras lideranças nacionais, e foi dele a ingerência junto ao ex-ministro Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, para colocar o deputado federal Wolney Queiroz (PDT) no comando estadual do PDT, passando à frente do ministro Armando Monteiro Neto (PTB), que tinha um nome para este posto. Wolney Queiroz tem uma relação fraternal com Fernando Filho, líder do PSB na Câmara dos Deputados, e essa amizade foi fundamental para o senador interceder a favor do pedetista.

Esses movimentos mostram que Bezerra Coelho é um animal político rosnando alto e com muita sede em busca de um partido para chamar de seu, e que é dele o xadrez de 2015. Essa é a leitura que vem sendo feita por aliados e adversários dos gestos de Bezerra Coelho, que poderá ingressar sem pressa – tem até setembro de 2017 para isso – no PDT, partido que busca uma nova roupagem, tendo atraído inclusive a atenção de Cid Gomes, ministro da Educação, e de ACM Neto, prefeito de Salvador.

O senador nega que vá disputar 2018, mas são muitos os que o apontam como eventual candidato a governador. E, para que isso aconteça, não pode ser pelo PSB, o seu partido, que tem Câmara para disputar a reeleição ou até mesmo o prefeito Geraldo Julio. O voo de Bezerra Coelho só será possível, portanto, em outra legenda.

Bem, para concorrer ao governo do estado, qualquer candidato tem que eleger prefeitos e as eleições municipais do próximo ano serão um termômetro do apetite do senador. Aliados e correligionários de Bezerra Coelho, que tem cerca de 15 prefeitos, podem desaguar no PDT de Wolney Queiroz e, para quem vai disputar 2016, o prazo de filiação é setembro deste ano.

Diário de PE

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