Ex-ministro da Integração Nacional do da petista Dilma Rousseff, o pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB), recém eleito Senador da República, é um dos citados como possível beneficiário do esquema de desvio de recursos da estatal, pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sob delação premiada. Costa relatou que no ano de 2010 o doleiro Alberto Youssef recebeu de Fernando Bezerra Coelho, na época secretário de Desenvolvimento Econômico no primeiro mandato de Eduardo Campos, pedido de doação para a reeleição do Governador. Segundo ainda o depoimento de Roberto Costa, R$ 20 milhões foi doado pelo Consórcio Ipojuca Interligações (CII), contratado da Petrobras na refinaria Abreu e Lima.
Fernando Bezerra Coelho iniciou sua trajetória político sendo eleito deputado estadual em 1982, no ano seguinte foi convidado pelo então governador Roberto Magalhães para assumir a secretaria da Casa Civil. FBC ganhou a confiança do Governador e foi um dos escolhidos para votar no colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves Presidente do Brasil em 1984. 4 anos depois de sua primeira eleição, Fernando Bezerra Coelho tinha outros planos, rompeu com o Governador Roberto Magalhães e com os próprios familiares, filiou-se ao PMDB para disputar sua primeira eleição de deputado federal, foi eleito deputado constituinte em 1986, 4 anos depois em 1990 foi reeleito, no mesmo ano seu pai Dr. Paulo Coelho perdia a eleição na condição de candidato a vice Governador na chapa de Jarbas Vasconcelos ambos do PMDB. Em 1992 foi eleito para o primeiro mandato de Prefeito da cidade de Petrolina, em 1994 conseguiu eleger seu irmão Clementino Coelho deputado federal, sendo reeleito em 1998 e perdendo em 2002. No ano de 1998 Bezerra Coelho perdia a eleição sendo o candidato a vice de Miguel Arraes, quando o mesmo disputava a reeleição e foi derrotado por Jarbas Vasconcelos. Antes Fernando teria assumido a secretaria de agricultura do governo Arraes. Em 2.000 Fernando foi eleito para o segundo mandato de Prefeito de Petrolina, sendo reeleito em 2004 e renunciando em 2006 para ser um dos homens fortes do governo de Eduardo Campos. Em 2006 foi um dos principais articuladores da candidatura de Campos, no mesmo ano elegia pela primeira vez seu filho Fernando para o mandato de deputado federal. Já no ano de 2010 o nome de Fernando era visto entre os aliados como o mais forte para concorrer ao senado pela frente popular, por conta da necessidade de ampliar as alianças Eduardo Campos preferiu rifar o nome de FBC e abrir espaço para Armando Monteiro. A lealdade de FBC foi reconhecida por Campos que o indicou para ser ministro de Dilma, mais tarde seria o escolhido do próprio Eduardo Campos para disputar a vaga de senador que terminou sendo eleito.
Fernando Bezerra Coelho é visto no meio político como um grande articulador, pessoa de dialogo e com muita facilidade de construir novas alianças. Em meio a essas qualidades do político sertanejo se vê a credibilidade, talvez por isso, para muitos FBC é um dos políticos que mais arrecada para campanhas eleitorais. Prova inconteste dessas observações no meio político, em uma só campanha eleitoral, o ex ministro bancou três dificílimas campanhas, a sua para o senado da república e dois filhos, um para a reeleição de deputado federal e o outro para deputado estadual. Ambos se saíram muito no pleito eleitoral de 2014. Fernando Bezerra Coelho foi eleito senador da república com, 2.655,912 votos, 64,34% do total de votos validos. Fernando o Filho, foi eleito o 11º deputado federal mais votado do estado com 112.684 votos, 2,51 dos votos validos. Já Miguel Coelho, foi eleito o 16º deputado mais votado do estado com 55.172 votos, 1,20% do total de votos validos.
