As forças de segurança francesas estão realizando uma caça aos atiradores que atacaram a redação da revista satírica “Charlie Hebdo”, na manhã desta quarta-feira, em Paris, França.
Três homens armados e mascarados gritando “Allahu akbar!” invadiram a redação e mataram 12 pessoas, incluindo o seu editor, antes de fugirem de carro. O ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, divulgou que os três estão envolvidos na ação, mas não detalhou se todos participaram diretamente do atentado. Esse foi o mais mortífero ataque terrorista no pós-guerra da França.
O país elevou o alerta de segurança para o nível mais alto e reforçou as medidas de proteção em casas de culto, lojas, escritórios de meios de comunicação e transporte.
O presidente da França, François Hollande, disse que o ataque foi um ato terrorista e que outros desse tipo haviam sido frustrados “nas últimas semanas”.
Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.
Testemunhas disseram que os homens abriram fogo com fuzis Kalashnikov e depois fugiram do local. Luc Comovente, um funcionário do sindicato da polícia SBP, disse que eles fizeram vários disparos antes de deixar a área.
Uma testemunha do ataque, Benoit Bringer disse à rede iTele ter visto vários homens mascarados armados com pistolas automáticas chegarem à sede do Charlie Hebdo, no centro de Paris.
Antes de deixarem o local, os homens teriam gritado “Vingamos o profeta!”, de acordo com policiais franceses. Há ainda três feridos internados em estado grave.
Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o The Guardian.
Fonte: Último Segundo

