Lula gostou muito da convivência com Tebet durante o segundo turno das eleições, quando a senadora declarou apoio ao petista e correu o Brasil fazendo campanha. O político viu nela forte potencial e a considera como peça fundamental para o diálogo do governo com o Centro-Oeste. Além disso, o futuro chefe do Executivo afirmou a pessoas próximas que é grato ao esforço da ex-candidata do MDB na frente ampla contra Jair Bolsonaro (PL).
O problema a ser enfrenado pelo presidente eleito está em alas do DMB, partido da senadora Simone Tebet e no PT partido do futuro chefe do executivo nacional. Lideranças das duas legendas não querem abonar a indicação de Tebet para o comando de um ministério, essa rejeição dos dois partidos coloca o futuro presidente numa verdadeira sai justa. Persistindo esse impasse entre as duas legendas, Lula vai ter que bancar por conta própria a nomeação.
O MDB comandado pelos senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM), não abrem mão de fazerem indicações de pessoas ligadas diretamente a eles. Eduardo Braga quer indicar de sua confiança para a pasta de Minas e Energia, já o alagoano quer que seu filho o senador eleito assuma um ministério não importa qual. Além de Renan e Braga no senado, Lula vai ter que acomodar alguém do MDB para satisfazer a Câmara dos deputados.
Para aumentar ainda mais o impasse, Lula quer que a cadeira ministerial a ser entregue à senadora Simone Tebet (MS), provavelmente a de Desenvolvimento Social, seja incluída na conta do MDB. As bancadas do partido no Congresso Nacional, porém, reivindicam um nome indicado pela Câmara e outro, pelo Senado, e insistem na tese de que Simone Tebet permaneça como indicada da “cota pessoal” do futuro presidente.
