O julgamento de João Victor Ribeiro de Oliveira, acusado de causar a colisão que vitimou mãe, filho e babá no dia 26 de novembro de 2017, no cruzamento entre a Avenida Rosa e Silva e o Cônego Barata, no bairro da Tamarineira, no Recife acontece nesta terça-feira.
De acordo com o depoimento da acusação, João Victor teria ingerido cerveja desde o início da tarde e, em seguida, encontrou amigos em um bar. Dirigindo um Ford Fusion, ele estava em alta velocidade, visto que digiria em cerca de 108 km, em uma vida de 60 km no momento do acidente.
Durante o depoimento, Miguel da Motta Silveira, vítima que perdeu a esposa e o filho, afirmou que não lembra do momento do acidente, mas recorda quando foi retirado do carro e que pediu para ligar para o cunhado, Marcos Alberico.
Ainda de acordo com Miguel, a esposa estava sentada ao seu lado e o filho atrás do seu banco, junto com a babá. “Ele não pode alegar que foi uma situação esporádica porque não foi. Para ele, eu digo que peça perdão a Deus. As atitudes que tomamos podem ferir alguém. Ele matou a minha esposa, meu filho, Roseane e a filha (que estava gestando). Ele acabou com a minha vida. Ele tem que pedir perdão para Deus e não para mim, nem para a sociedade”, afirmou.
Ainda ao longo da declaração de Miguel, o acusado demonstrou comportamento desesperado, jogando-se no chão, tendo que ser amparado pelos policiais após pedir perdão para a vítima e dizer que queria ser morto.
