Michael Schumacher segue internado em estado crítico no Centro Hospitalar Universitário Grénoble, na França. Em uma entrevista coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (30), os médicos do heptacampeão negaram que ele tenha sido submetido a uma segunda cirurgia, mas reforçaram que o estado ainda é crítico.
Um porta-voz do hospital abriu a coletiva confirmando a gravidade do caso. “Schumacher foi vítima de um trauma muito sério. Ele estava muito agitado quando chegou, nós decidimos que estava em uma situação crítica e ele rapidamente entrou em coma”, explicou. “O tratamento neurocirúrgico que ele recebeu nos deu muitas informações. Nós tivemos de operá-lo de urgência para aliviar um pouco da pressão na cabeça. Infelizmente, ele tem algumas lesões no cérebro”, continuou.
“Podemos dizer que ele está lutando pela vida. Entendemos que ele está em uma situação muito séria”, frisou o anestesista-chefe do CHU de Grénoble, professor Jean François Payen. “Nós ainda não podemos dizer qual será o desfecho disso. Nós estamos trabalhando de hora em hora, mas é muito cedo para dizer o que vai acontecer e para ter um prognóstico. Nós achamos que o capacete ajudou. Sem o capacete, ele não estaria aqui agora”, garantiu.
O médico Stéphane Chabarde, amigo de Schumacher, reforçou que o casco “não foi suficiente para proteger a cabeça do piloto, mas realmente ajudou”.
O germânico de 44 anos sofreu um acidente enquanto esquiava na estação de Méribel, em Saboia, na França, na manhã do último domingo. O ex-piloto da F1 estava em um trecho entre duas das mais difíceis pistas da estação e bateu a cabeça em uma pedra no momento da queda.
Resgatado por dois patrulheiros, Schumacher foi removido de helicóptero para o hospital de Moûtiers, localizado a cerca de 15 km da estação. Pouco depois, o ex-piloto foi levado ao Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, onde já chegou em coma.
