O Brasil tem jeito?

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Os militares tomaram o poder em 1964 com a desculpa de que se fazia necessário para garantir a soberania Nacional, sobre tudo, para não permitir influência do comunismo no governo brasileiro. Passara-se 20 anos com o povo clamando por democracia, então veio à abertura com uma eleição no colégio eleitoral. Tancredo Neves foi eleito e não assumiu, o regime disfarçado de democracia continuou no comando com José Sarney.

A Constituição desnecessariamente, escrita as pressas, estabeleceu que urgentemente o eleitor acostumado com o regime militar elegesse um Presidente da República no formato democrático. Aí veio o oportunismo de quem se dava bem com o regime e desenhou um “Salvador da Pátria”, para um povo doido pra votar num candidato a Presidente, até Fernando Collor servia, não deu outra, o amigo de Renan Calheiros foi eleito.

Não demorou muito tempo para o caçador de marajás das Alagoas perder a faixa presidencial, após a decisão do Senado Federal o vice de Collor se tornou Presidente da República. No governo de Itamar Franco surgiu o Plano Real, suficiente para fazer do desconhecido Fernando Henrique Cardoso, o mais novo herói da Pátria e futuro Presidente do Brasil. Fernando Henrique criou o Plano Real e a reeleição, sendo eleito para dois mandatos.

Dando sequência a tradição da Nova República, os próximos a colocar no peito a faixa presidencial seria alguém igual a Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Bolsonaro. Estou me referindo apenas aos que foram eleitos pela vontade do eleitor, restando os que assumiram após os titulares serem afastados por supostas irregularidades. Na lista consta Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff, Bolsonaro pode ser o próximo.

O Brasil vive momentos de incertezas e expectativas, sobre tudo de insegurança quanto ao próprio futuro político administrativo. Bolsonaro foi eleito com o discurso de que seria diferente de tudo e de todos, priorizando a honestidade e valorizando as famílias. Com a possibilidade de tudo ser desmontado com a CPI da Pandemia, resta ao povo brasileiro seguir a vontade de alguns e acreditar que o velho pode ser a esperança do novo.

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