Rio São Francisco, Rio da Integração Nacional, Rio genuinamente brasileiro, por que não dizer Rio Nordestino e valente, para os valentes Nordestinos do Brasil. A seca que ora assola a região Nordeste é a pior dos últimos 60 anos, quem mais vem sofrendo as conseqüências é exatamente o Velho Chico, recebe pouca água e ao mesmo tempo, faz doações gigantescas e pouco ou quase nada, é feito em favor da sua preservação. Só um velho como o Chico pra resistir a tudo isso e ainda gerar filhos, filhos sim, desde as pequenas adutoras até a imponente transposição, todas são filhas do Velho Chico. Mais que simples filhos, são filhos que oferecem oportunidades, filhos que geram vidas e riquezas. A imponente obra da transposição começa em Cabrobó, pelo menos a fase de construção da etapa referente a EB 1, já está quase que totalmente concluída, falta muito pouco para as bombas jogarem água até o reservatório do tucutu.
Cabrobó que o diga, a ungida do Velho para receber o melhor. Faz parte do território cabroboense à maior Ilha do Velho Chico, a Ilha de Assunção e com ela dezenas de ilhotas, no entanto pouco é produzido. Não bastassem essas riquezas começa em Cabrobó a famosa transposição do Rio São Francisco, desde o inicio das obras em 2007, até o presente momento, centenas de pais de famílias celebram varias conquistas na vida. Gente que estava desempregado e quase a beira do desespero, teve uma oportunidade de emprego que veio por meio da transposição, a filha do Velho Chico e natural de Cabrobó. São muitos que já construíram casa própria, compraram moto, carro, ou então reformaram a casa que já era sua. Quase dez anos depois da obra a cidade continua sem uma faculdade, sem uma iniciativa da indústria com apoio do poder público que possa garantir a geração de emprego de forma permanente, nem tão pouco a garantia de que após as obras, quando tudo já estiver funcionando a cidade será beneficiada.
A filha do Velho Chico veio para tirar os filhos da pobreza dessa escravidão existente ainda em tempos de hoje, o assistencialismo é uma pratica perversa que ainda hoje domina a política do Nordeste. É por isso que o pouco para a maioria é muito para a minoria, pois é com o pouco dos outros que o assistencialismo permanece. O Velho Chico está doando mais um pedaço de si para acabar com praticas existente há muitos anos, quebrar costumes e paradigmas, libertar escravos do assistencialismo e ofertar oportunidades por esse Nordeste a fora, essa é a principal missão da transposição. A filha do Velho Chico nasce e sai rasgando a caatinga, mudando cenários da vegetação, por onde passa deixa um rastro de oportunidades, quem souber aproveitar vai se da bem, quem não souber vai continuar escravo da perversa assistência dos Coronéis da política Nordestina.

