O volta Lula vai ter mais força no segundo mandato de Dilma

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Alguns aliados do Planalto insatisfeitos com o tratamento recebido no primeiro mandato da Presidenta Dilma, também por conta dos desgastes do Governo ensaiaram uma campanha de volta Lula. A campanha do volta Lula já estava ganhando simpatizantes dentro do partido dos trabalhadores, só não alcançou maiores proporções por interferência do próprio padrinho político da Presidenta. Até mesmo porque faltariam argumentos para os aliados, podendo até a decisão ser vista como traição, isso soaria muito bem nos discursos e serviria como munição para a artilharia da oposição.

Os planos de Lula até o momento deram tudo certo, saiu da Presidência da República com uma inquestionável popularidade, conseguiu eleger a sucessora e o mais difícil, a mesma foi reeleita e praticamente caminhando com as próprias pernas. Olha que na eleição de 2010 a reeleição de Dilma já era defendida por Lula e seu amigo venezuelano Hugo Chaves, morto em 2012 vitima de um câncer no cérebro.

A idéia do volta Lula começa a ser trabalhada pelo o próprio partido dos trabalhadores, antes defendida por Dilma no período da campanha e agora compartilhada por Ruy Falcão presidente da legenda. O perigo é a divisão da base governista exatamente quando Dilma prega a união de todos, sem falar que Michel Temer se comprometeu com seu partido, que apoiando Dilma em sua reeleição o projeto do PMDB seria ter candidatura própria em 2018.

O desenho do Governo novo começa a ganhar traços que não combina com o formato desejado pela própria Dilma, a idéia de começar um segundo mandato já com um candidato a sua sucessão não será bom para a governabilidade. O confronto dentro da base por espaços no Governo e de olho nas eleições de 2018, não vai ser nada bom para o país ao invés da Presidenta está focada nos compromissos assumidos na campanha, vai ter que administrar intermináveis crises internas por conta de declarações fora de hora.

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