ONU quer explicações da Igreja Católica sobre violência sexual contra crianças

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O Vaticano afirmou nesta quinta-feira (16) que não há desculpa possível para casos de exploração e violência contra crianças, mas destacou que os agressores estão presentes “em todas as profissões, incluindo entre membros do clero e o pessoal da Igreja”.

O chefe da delegação do Vaticano reconheceu que a questão dos abusos contra crianças é particularmente grave quando o agressor goza de grande confiança e cujo papel devia ser o de proteger a pessoa, incluindo a saúde física, emocional e espiritual. “Esta relação de confiança é crítica e requer um grande sentido de responsabilidade e respeito em relação à pessoa que se serve”, disse Tomasi.

Perante os casos verificados de abusos sexuais de menores sob custódia ou influência de padres, a posição das autoridades eclesiásticas foi a de que o religioso deve ser submetido às leis do país onde ocorreu o crime. Tomasi garantiu que o Vaticano “está empenhado em escutar cuidadosamente as vítimas de abusos sexuais e em abordar o impacto dessas situações nos sobreviventes e suas famílias”.

Depois da apresentação de Tomasi, vários peritos da comissão questionaram a delegação do Vaticano sobre a forma como foram adotados os mecanismos para investigar e punir eficazmente os culpados de abusos dentro da Igreja e sobre os programas de segurança desenvolvidos e aplicados.

A comissão pediu esclarecimentos ao Vaticano sobre como garantir “os interesses superiores da criança” acima de quaisquer outras considerações, e sobre as medidas de “reparação física e psicológica” das vítimas.

A sessão de Genebra ocorre quando a pedofilia na Igreja continua no noticiário: a direção do movimento conservador dos Legionários de Cristo, desacreditado pelo escândalo pedófilo no qual está implicado o fundador, o padre mexicano Marcial Maciel, encontra-se reunida para decidir sobre as reformas a tomar.

Em dezembro, o Vaticano recusou responder a um questionário desta comissão da ONU, enviado em julho, sobre os dossiês de pedofilia, que estão sendo examinados pela Congregação para a Doutrina da Fé.

Com informações da Agencia Brasil

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