Operação Paradise em Araripina deixa muitos gestores de orelha em pé

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A operação denominada “Paradise”, iniciada esta semana na cidade de Araripina, conhecida como a capital do gesso, revela uma pratica que muito já se tinha conhecimento existir no Brasil: arrumadinhos entre empreiteiros para fraudar licitações, tocar obras sem o compromisso de terminar no prazo (só para aumentar o custo) e outras facetas, tudo com o intuito de desviar recursos públicos achando que nunca vai ser descoberto. Uma das características dessa forma de corrupção – e muito comum nas cidades brasileiras – é a administração pública anunciar a data de inicio da obra e consequentemente o dia do termino da mesma, e a poucos dias de findar esse prazo, a obra não evoluiu do seu estágio inicial. Dá pra voce conferir isso em sua cidade, basta verificar as placas das obras. Nelas constam valor da obra, empresa responsável pela execução da obra, nº do contrato, data do inicio e a data do termino.

E não se engane! Geralmente esse esquema conta com a participação do prefeito que, além dos divendos financeiros frutos do esquema de corrupção, consegue dar a sensação de que a administração está trabalhando e ainda inaugura a obra atrasada na véspera da eleição.

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