Com passadas calculadas minuciosamente e jogadas de mestre, o ex governador de Pernambuco Eduardo Campos, surpreende até os mais experientes políticos do Brasil. Nem o próprio Lula, com toda sua experiência, imaginaria que um dia enfrentaria alguém tão habilidoso. E olha que até o Lula, foi contribuiu mesmo que indiretamente na construção do projeto Campos, rumo ao palácio do alvorada.
Em 2006, Eduardo Campos, sabia que os ventos poderiam soprar em seu favor, o que teria que fazer? Convencer aliados que era possível iniciar uma campanha sem quase aparecer nas pesquisas eleitorais, que os adversários com toda fragilidade ao se digladiarem, um teria que ficar pra trás, então sobraria espaço para ele Eduardo seguir em frente e vencer. Tudo aconteceu exatamente como planejado pelo ex ministro de Lula, naquela campanha, os principais concorrentes eram, Mendonça Filho (DEM) e Humberto Costa (PT). Mendonça Filho tinha em seu desfavor o desgaste de 8 anos de governo, Humberto Costa, também ex ministro de Lula, tinha que explicar o caso dos sanguessugas.
Caiu Mendonça nas pesquisas, caiu mais ainda Humberto. Com a queda dos dois o segundo turno foi inevitável, por ter a maquina nas mãos o então governador Mendonça Filho, garantiu sua vaga no segundo turno, restava saber quem iria com ele, Humberto não suportou os ataques e ficou em terceiro, restando apenas apoiar Eduardo Campos no segundo turno. Eduardo venceu as eleições e iniciou a pavimentação do caminho para o palácio central.
Oito anos depois, os ventos que levaram Eduardo ao palácio dos campos das princesas em 2006, parece soprarem em seu favor outra vez, embora o destino seja outro, nesse caso o ex governador vai precisar de ventos mais forte. O cenário que se monta para a campanha desse ano, é bem idêntico do montado no inicio da campanha de 2006, dois gigantes prontos para o confronto, mais Eduardo como muitos pesavam na época sem nenhuma chance de vitoria. Dilma (PT) e Aécio (PSDB) vão passar a campanha se explicando sobre denuncias de corrupção, Dilma vai amargar o desgaste de 12 anos de governo, Aécio vai ter que se defender das denuncias de favorecimento quando ele era governador mineiro. Eduardo Campos por sua vez, vai ganhando tempo e se apresentando ao eleitorado, bem como, vai dizer por que quer ser presidente do Brasil.
