Paciente com câncer de medula óssea morre por falta de medicamento em PE

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Um paciente com câncer de medula óssea morreu na última segunda-feira (30) enquanto esperava o medicamento fornecido exclusivamente pela Secretaria de Saúde do Governo de Pernambuco. O advogado, Alexandre Soares, 50 anos, se tratava desde o ano passado e não conseguia a substância Lenalidomida, comercializada como Revlimid no exterior. Ele iniciou uma ação judicial para cobrar o remédio, mas precisou ser internado e morreu devido a complicações da doença.

Outro paciente, com o mesmo tipo de câncer, não consegue realizar o tratamento há quatro meses pela falta do medicamento. Ele entrou na Justiça duas vezes e conseguiu apenas duas caixas da substância Lenalidomida, que parou de ser fornecida em fevereiro deste ano. Uma liminar, assinada pelo juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, José Viana Ulisses Filho, determinou que o Sistema Único de Saúde (SUS) fornecesse o medicamento sob multa de R$ 1 mil por dia pelo descumprimento da ordem.

O remédio não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser omercializado no Brasil e apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) pode fornecer o medicamento no País. Segundo a médica responsável pelos dois pacientes, o tratamento com o Revlimid representa a única alternativa para controlar a doença depois dos tratamentos disponíveis no Estado.

A falta dos remédios na Farmácia do Estado afeta também pessoas que fizeram transplantes de órgãos. A substância Ciclosporina, que auxilia a reduzir a possibilidade de rejeição do transplante, está em falta. Os pacientes temem que a falta da medicação possa coloca-lós em risco de morte.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que já finalizou o processo de compra do medicamento Revlimid e apenas aguarda a liberação da Agencia Nacional de Vigilância (Anvisa), o que deve acontecer no início da próxima semana. A substancia Ciclosporina, responsável pelo tratamento de transplantados, ainda está em processo de compra. Ainda de acordo com o órgão, as empresas responsáveis pela entrega dos remédios, a Germed e a Uni Hospitalar, foram notificadas judicialmente pelo atraso e se comprometeram a regularizar o estoque até o dia 10 de julho.

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