Enquanto a chapa que apoia Aécio Neves (PSDB) se esforça para fortalecer a candidatura tucana ao Planalto no Sudeste, o presidenciável do PSB, Eduardo Campos, tenta marcar presença no Nordeste, principal reduto eleitoral do PT nas últimas eleições. Na manhã desta quarta-feira (02), Campos, acompanhado das lideranças baianas de seu partido, participou do cortejo que celebra o 2 de Julho, principal data cívica da Bahia, pelas ruas do centro de Salvador. Foi à sexta vez que ele participou de eventos públicos no Estado desde que foi anunciado como pré-candidato de seu partido à Presidência.
“Acho que (o 2 de Julho), além de ser uma festa da Bahia e do Brasil, é a única festa de independência do País que continua sendo comemorada pelo povo, sem solenidades oficiais”, disse Campos sobre a celebração, que lembra a expulsão das tropas portuguesas da Bahia, em 2 de julho de 1823, e justificando sua presença, pela primeira vez, no evento. “É uma data marcante na construção da nossa nação.”
Sobre a importância que se tornar mais conhecido no Nordeste tem para sua candidatura, o ex-governador de Pernambuco lembrou que a Região foi a que “deu a eleição” para a presidente Dilma Rousseff. “Desta vez, quando a população do Nordeste for escolher seu candidato, vai encontrar alguém que conhece a Região, que sabe das desigualdades, que já governou aqui e que é bem avaliado em seu Estado”, argumentou.
Ele admitiu, porém, que o início da propaganda eleitoral obrigatória nas redes de TV e rádio vai ser “fundamental” para a construção de sua candidatura. “Eu sempre comecei (as campanhas) perdendo nas pesquisas e venci”, analisou. “Nosso grau de conhecimento ainda é muito baixo no País. (A propaganda eleitoral) é fundamental para que a gente possa apresentar nossas ideias e nossos projetos à população. A gente quer mudar a forma de governar o Brasil.” Campos não poupou críticas à distribuição de cargos do governo a partidos políticos aliados. “O Brasil está entregue aos partidos políticos – e é possível governar sem fisiologismo.”
