Sem os efeitos provocados por uma terrível pandemia que durou intermináveis dois anos de muita angústia, o 11 de setembro é sem dúvida alguma a principal data no calendário dos cabroboenses. A festa é gigantesca, com gente de tudo o quanto é lugar. Muitos visitam seus parentes em Cabrobó apenas uma vez por ano, e não por coincidência escolhe exatamente o 11 de setembro.
Quando é ano de eleição aí vêm os costumeiros caçadores de votos, até mesmo porque este é um dia definido para o grande encontro. Os postulantes à cargos eletivos nas eleições do próximo dia 2 de outubro, não poderiam deixar o 11 de Setembro passar sem fazer a tradicional busca por votos. Quem não estava à procura de voto pra si, aproveitou a oportunidade que teve pra fazer campanha pra seu candidato.
A professora Hosanete Russo que o diga, de cima de um carro alegórico fez o ‘L’ de Lula e gritou bem alto: “Lula livre”. Segundo a professora essa foi a forma que ela encontrou pra homenagear sua irmã, a inesquecível Netinha Russo. É verdade quem teve o privilégio de conhecer Netinha sabe disso, quando ela encontrava alguém gritava logo. “Lula livre”. E continuava: “Estou arrasada bicho, é uma tremenda sacanagem à prisão do cara”.
Enquanto isso, militantes à serviço de candidatos saiam fazendo campanha no meio da multidão. Já lá de cima do palanque o locutor mencionava o nome do candidato do prefeito o tempo todo, é claro que a lei eleitoral foi rigorosamente cumprida e o candidato não fez uso da fala. Teve candidato que saiu pelo meio do povo e nem foi percebido, talvez pelo simples fato de não ter costume. Outros apenas mandaram dizer que ama Cabrobó.
