Por telefone, Obama diz a Putin que resultado da votação não será aceito

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Por telefone, Obama diz a Putin que resultado da votação não será aceito

Os presidentes de Estados Unidos e Rússia, Barack Obama e Vladmir Putin, respectivamente, voltaram a defender, em conversa por telefone, suas posições sobre o referendo da Crimeia ontem (16). De acordo com os primeiros dados da apuração, com metade dos votos contados, 95,5% dos crimeios votaram a favor da união do território com a Rússia.

Obama afirmou que os Estados Unidos e os países europeus não aceitam o resultado da votação e estão “preparados” para aplicar sanções a Moscou após o referendo na Crimeia. Ele ainda alertou Putin, segundo a Casa Branca, que os exercícios militares russos na fronteira da Ucrânia “só aumentam a tensão”.

O presidente russo, por sua vez, defendeu o referendo da região ucraniana da Crimeia, segundo o Kremlin. “Foi plenamente conforme os princípios do direito internacional e à Carta da ONU, e levou em conta especialmente o precedente de Kosovo”, província sérvia de maioria albanesa que se tornou independente com a ajuda do Ocidente, declarou Putin.

Obama afirmou que a consulta popular “viola a Constituição da Ucrânia” e que ela só foi realizada por causa da coerçao militar russa.

“Os moradores da península (da Crimeia) tiveram a garantia de poder expressar livremente sua vontade”, acrescentou Putin a respeito do referendo criticado pelos ocidentais.

Putin também declarou ao presidente americano que qualquer missão de monitoramento da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Ucrânia deve cobrir ‘todas as regiões da Ucrânia”, e não apenas a Crimeia.

Os dois líderes concordaram que, “apesar das divergências (…), é necessário buscar em conjunto formas de estabilizar a situação na Ucrânia’, acrescentou o Kremlin.

Os dois líderes têm se falado por telefone desde o início da crise na Ucrânia. No início de março (dia 7), depois de uma conversa de uma hora, Putin disse em um comunicado que Moscou e Washington ainda estavam distantes de um acordo sobre a situação na ex-república soviética onde, segundo ele, as novas autoridades tinham “tomado decisões absolutamente ilegítimas nas regiões do leste, sudeste e na Crimeia”.

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