Antes de deixar a presidência do senado Davi Alcolumbre arquivou todos os pedidos de investigação que pesavam contra os ministros do STF, a decisão de Davi foi amplamente criticada por colegas e outras autoridades. O desejo do senador do estado do Amapá de servir a Suprema Corte é tão grande que o mesmo, mantem uma luta incessante para impedir que alguém totalmente independente chegue a ser ministro e assuma uma vaga que está aberta no Supremo Tribunal Federal.
É como se Davi estivesse atendendo pedido de alguém, para que André Mendonça não tenha o nome aprovado. Informações de bastidores da política de Brasília, dão conta que Davi desesperadamente está indo conversar com cada senador e mostrando o que ele classifica de dossiê do inimigo dos políticos brasileiros. Ainda de acordo com o que se comenta é de que Mendonça sabe muito sobre políticos, principalmente levando em consideração de que o ex-ministro da justiça foi bem informado sobre a lava jato.
Com a aposentadoria do ex-ministro Marco Aurélio, o STF está desfalcado desde o inicio do mês de julho. O presidente Jair Bolsonaro fez a indicação do nome de André Mendonça, agora é aguardada a sabatina na CCJ do senado que é presidida por Davi e a votação em plenário. Como se estivesse cumprindo ordens de alguem, o senador Davi Alcolumbre tenta barrar o nome de Mendonça. Nunca antes em toda historia do senado federal foi visto isso, um senador fazer campanha descaradamente contra um indicado para o cargo de ministro do STF.
O senado federal constitucionalmente tem a prerrogativa de aprovar ou reprovar um indicado do presidente da República para o STF, ainda de abrir processos de investigação contra os integrantes da Suprema Corte. O que não pode é um senador sabe-se qual o motivo, deixar a justiça do país prejudicada por meses e não cumprir sua obrigação. A obrigação de Davi Alcolumbre é de marcar a sabatina do indicado na CCJ, para que em seguida o nome do indicado seja apreciado em plenário da casa para ser aprovado ou reprovado.
O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), ex-presidente do Senado da República e atualmente, presidente da Comissão de Constituição e Justiça é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam possíveis crimes ocorridos durante a campanha eleitoral de 2014, quando ele se elegeu senador. A investigação sobre o caso na Justiça Eleitoral já foi arquivada, mas segue em andamento no STF. É claro que o senador nega qualquer irregularidade, ele defendeu a legalidade dos gastos e destacou que suas contas foram aprovadas pelo (TER-AP).
