Possível opositor ao governo Norte Coreano é executado a tiros de metralhadora

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This undated image grab taken from footage shown by North Korea's KCTV and released by South Korea's Yonhap news agency on December 9, 2013, shows Jang Song-Thaek (C) reportedly being dragged out from his chair by two police officials during a meeting in Pyongyang. North Korea confirmed on December 9 that the powerful uncle of young leader Kim Jong-Un has been purged, with state TV airing humiliating images of Jang Song-Thaek being dragged away by uniformed officers.  REPUBLIC OF KOREA OUT  NO ARCHIVES  NO INTERNET    RESTRICTED TO SUBSCRIPTION USE     AFP PHOTO/YONHAP

A execução de Chang Song-thaek, o segundo nome mais importante da Coreia do Norte, e tio do líder Kim Jong-un, é um movimento brutal e potencialmente arriscado do jovem governante para assegurar seu predomínio político. Também mostra uma maior centralização e personalização do regime.

A execução rápida e sangrenta de Chang (relatos não confirmados mencionam que ele foi morto por uma metralhadora), quatro dias após a televisão mostrar ele sendo retirado de uma reunião do Partido Comunista por guardas armados, é relativamente rara em um país onde os líderes, não obstante a repressão autoritária do passado, tendem a remover os adversários sem alarde.

Também inusitada é a lista de crimes pelos quais Chang foi acusado, incluindo corrupção econômica e inadimplência financeira. Segundo as autoridades norte-coreanas, ele aspirava a um “estilo de vida capitalista e decadente”, era adepto da jogatina, desobedecia a hierarquia militar e, a acusação mais séria, estaria planejando um golpe para derrubar “o supremo poder do partido e do Estado”.

Em linguagem instransigente e injuriosa, a imprensa norte-coreana descreveu Chang como “escória desprezível”, “traidor de todas as eras”. Também o acusou de estar “contra o partido” e de mobilizar “elementos de facções contrarrevolucionárias”, em uma tentativa de derrubar a liderança do país.

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