Recorde: brasileiro trabalhará cinco meses para pagar tributos em 2014

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No ano de 2014, o contribuinte brasileiro irá trabalhar até o dia 31 de maio, somente para pagar os tributos exigidos pelos governos federal, estadual e municipal.

Segundo o levantamento realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), no total, serão destinados 151 dias, ou exatos cinco meses de trabalho, somente para o pagamento de impostos, taxas e contribuições aos cofres públicos.

Esse é um recorde para o País, já que até o ano passado era necessário quatro meses e 30 dias para que o trabalhador pagasse todos os impostos. Veja a tabela abaixo:

De acordo com o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike, “o brasileiro deverá destinar 41,37% do seu rendimento bruto para pagar os tributos, percentual que no ano passado ficou em 41,10%”.

Comparação mundial

O estudo ainda traz um comparativo com dezenas de países que possuem elevadas cargas tributárias nos quais os cidadãos destinam parte dos dias trabalhados para o recolhimento de tributos.

“O Brasil exige que o cidadão trabalhe mais do que os habitantes de países como a Hungria, onde são necessários 142 dias para o pagamento de impostos; a Alemanha, com 138 dias; e a Bélgica, onde a média é de 102 dias de trabalho”, afirma Olenike.

O executivo ressalta que a quantidade de dias trabalhados no Brasil se aproxima da Noruega, país em que o cidadão destina 154 dias de trabalho, mas obtém qualidade de vida superior. “Se incluirmos os gastos em saúde, educação e outros serviços particulares, o brasileiro destinará uma parcela ainda maior de seus rendimentos para compensar a ineficiência do governo”, afirma.

Confira abaixo os dias de trabalho necessários para pagar os tributos de outros países:

Metodologia

Para fazer as contas, o instituto considerou tributos incidentes sobre salários e honorários, tais como Imposto de Renda e contribuições previdenciárias; os tributos embutidos nos produtos e serviços, como PIS, COFINS, ICMS, IPI, ISS e também sobre o patrimônio, entre os quais se incluem IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI e ITR.  As taxas de limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos, bem como as contribuições, como no caso da iluminação pública, também entraram no cálculo.

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