Senador Aécio Neves apresenta plano alternativo para a CPMI da Petrobras

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) apresentou um plano de trabalho alternativo para a comissão. O relator da comissão, deputado Marco Maia (PT-RS) ainda não falou no colegiado.

Aécio Neves sugeriu, com apoio da oposição, a convocação e quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal do:
– ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli;
– ex-diretor de Abastecimento e Refino da estatal Paulo Roberto Costa, é acusado de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões;
– ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró; e
– doleiro Alberto Yousseff , um dos principais personagens da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga lavagem de dinheiro.

Aécio Neves também sugeriu a quebra dos sigilos fiscal e bancário de quatro empresas de Yousseff, como o laboratório Labogen.

“Hoje os olhos da nação estão postos sobre esta casa e esta comissão. Há 45 dias foi lido o requerimento da comissão que só foi instalada pelo esforço hercúleo das oposições:, afirmou Neves. Ele sugeriu um roteiro de trabalho durante todos os dias da semana até o recesso parlamentar em 17 de julho, de acordo com a Constituição.

Ele também sugeriu a divisão dos trabalhos da comissão em cinco sub-relatorias, entre elas uma específica para investigar os contratos da estatal com empreiteiras.

O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), que é o relator da CPI da Petrobras no Senado, lembrou que todas as convocações solicitadas por Aécio Neves já foram feitas pelos senadores. “Já convocamos todos esses que a oposição chamou. Já pedimos também os autos da operação Lava-Jato para subsidiar a nossa investigação”, afirmou.

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