Sob pressão a Presidenta Dilma Rousseff anuncia mudança em 6 Ministérios

0

brasil-dilma-coletiva-cuba-celac-20140128-001-size-598

As duas derrotas sofridas pelo governo em menos de 24 horas na Câmara dos deputados, já provocou mudança comportamental da Presidenta Dilma Roussef, que antes pensava e falava do jeito que queria sem ter que dar satisfação a ninguém. Menos de 24 horas depois que os deputados aliados do governo impuseram uma derrota pessoal a Presidenta, a mesma anunciou as mudanças esperadas para mais adiante. A idéia do Planalto Central é conter a insatisfação dos aliados, que já formaram um blocão só para dar de testa contra os interesses do governo.

Nas mudanças a Presidenta mostrou que quem nomeia é ela mais quem indica são os partidos. Dilma Rousseff optou por avançar na reforma ministerial anunciando seis nomes, a maioria de técnicos, para o primeiro escalão do governo. Para demonstrar o respeito que tem pela força congressional do PMDB, respaldando-se politicamente, já que o PMDB da Câmara está mais pra lá do que pra cá, Dilma foi buscar apoio dos caciques peemedebistas no Senado, Renan e Sarney.

Ela nomeou para o Ministério do Turismo Vinicius Nobre Lages, atual gerente de assessoria internacional do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Até a noite de quarta-feira (12), a presidente pretendia indicar Angelo Oswaldo, ex-prefeito de Ouro Preto para o cargo, mas o nome foi rechaçado pelo PMDB da Câmara.

A Presidenta tem esperança em conter a fúria de uma ala de deputados do PMDB, Dilma e seus conselheiros políticos acreditam que conseguirá contornar a crise. De acordo com as informações do Palácio do Planalto, já se tem noticias que a nomeação de ministros, por si tratar que alguns são ligados a partidos e outros técnicos, o efeito já é perceptível, a medida que acontece um  esvaziamento do  “Blocão”. A posse dos novos ministros que forma anunciados hoje será na segunda-feira, às 10 horas.

Na cota do PMDB, a presidente Dilma indicou para o Ministério da Agricultura o atual secretário de política agrícola da pasta, Neri Geller, no lugar do deputado Antonio Andrade, de Minas Gerais. Com isso o PMDB continua com cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Turismo, Agricultura e Aviação Civil) e não conseguiu ampliar seu espaço com mais uma pasta, como desejava.

O Ministério da Integração, que em um primeiro momento Dilma ofereceu para o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) como forma de ele desistir da sua candidatura ao governo do Ceará, deverá continuar com Fernando Teixeira, que está interino no cargo e é ligado ao atual governador cearense Cid Gomes. Assim, o PROS passaria a ter uma pasta na Esplanada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome