Usinas térmicas reduzem produção em até 30% por problemas operacionais

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O Brasil não tem conseguido aproveitar toda a capacidade instalada das usinas termoelétricas para poupar água nos reservatórios. Relatório diário do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostra que entre 20% e 30% da potência das usinas não está disponível para operação. Na quarta-feira, por exemplo, isso representava 4.726 MW parados por algum tipo de restrição – energia que seria suficiente para abastecer uma cidade de 12 milhões de habitantes.

Hoje, o Brasil tem 21.799 MW de capacidade instalada. Mas, às vezes, nem o volume disponível para operação é usado. Todos os dias o ONS programa uma quantidade de energia térmica para ser produzida. Em muitos casos, o resultado da geração fica abaixo do previsto por uma série de problemas, que vão da falta de combustível (gás natural, carvão e biomassa) ao menor rendimento das unidades.

Nesta semana, pelo menos, quatro usinas não operaram – ou produziram abaixo do previsto – por falta de combustível. Uma delas é Uruguaiana, que não tinha gás para funcionar. O combustível é importado, desembarcado na Argentina e depois enviado por gasoduto até o sul do Brasil, onde está instalada a térmica. Outros dois casos, Caçu e Ipaussu, tiveram problema por falta de biomassa (bagaço de cana). Candiota III reduziu a produção por falta de carvão, segundo o relatório do ONS.

No caso de Ipaussu, a Raízen, dona da usina, afirmou que está no começo da safra e, portanto, ainda tem pouca matéria-prima para produzir energia. Já a Odebrecht, proprietária de Caçu, disse que, se em alguns dias ela produz menos, em outros gera acima do programado. “Essa variação é normal e justificada por questões relacionadas à chuva, disponibilidade para transporte de matéria-prima, etc.” Outras dez usinas, segundo relatório do ONS, estão em manutenção. Juntas, elas têm capacidade de 2.877 MW, e 1.011 MW estão disponíveis.

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