Uso excessivo e manuseio errado de smartphones podem provocar lesões

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O mundo de informações e serviços na palma da mão. E por oferecer tantas vantagens, os smartphones e tablets se multiplicam no mundo inteiro, transformando-se em “objeto inseparável” de milhões de usuários. Mas nem tudo são flores nessa relação. O uso excessivo desses aparelhos ou manuseio incorreto pode provocar danos à saúde, como Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e problemas de postura.

A LER é uma das principais doenças desenvolvidas pela repetição de movimentos. “As telas sensíveis ao toque (touchscreen) não apresentam uma resposta tátil igual a dos teclados convencionais e isso faz com que os usuários toquem com mais força, causando maior tensão nos nervos e fadiga. Quem sofre mais são os dedos indicador e polegar”, explica o ortopedista Romeu Krause, do Hospital Esperança.

Outro fator que contribui com as lesões é o pouco espaço disponível para digitação nas telas, restringindo os movimentos dos dedos e pulso. “Sou um admirador e totalmente a favor das novas tecnologias, mas as pessoas precisam saber dos riscos quês estão correndo para poder evitá-los. O número de pacientes que chegam ao meu consultório com lesões provocadas pelo uso incorreto ou excessivo de smartphones aumentou bastante”, afirma Krause.

Como prevenção, o médico orienta que, a cada uma hora de utilização do equipamento, o usuário pare por dez minutos para fazer exercícios de alongamento nas mãos e braços. Já para os pacientes em crise, o tratamento é reduzir ao máximo o uso do aparelho, além de tomar medicação e realizar sessões de fisioterapia.

POSTURA – O tamanho e o peso dos smartphones e tablets facilitam, e muito, o seu manuseio. Porém, ao mesmo tempo em que os dispositivos móveis trazem liberdade de movimento, também exigem bastante da coluna e do pescoço por não possuírem suporte ou apoio. “As posições incômodas sobrecarregam os discos da coluna cervical e pode trazer problemas como escoliose, lordose e cifose. A forma mais correta é utilizar o equipamento sentado em uma cadeira, apoiado em uma mesa que possua uma altura confortável, respeitando a ergonomia”, explica o médico.

Muitas pessoas costumam ficar deitadas quando estão utilizando os aparelhos. “Isso é terrível para o corpo. Pior ainda é deitar de bruços, com o travesseiro sobre o queixo para facilitar a visualização da tela, forçando a coluna, membros superiores e os ombros”, finalizou Krause.

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